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Passagem da Princesa D. Maria de Portugal por Elvas em 1543 (continuação). Grada 138. Francisco Bilou

Passagem da Princesa D. Maria de Portugal por Elvas em 1543 (continuação). Grada 138. A fronteira
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(…) “Ao Sabbado que forma xx dias do dito mees duraram as ditas festas todo o dia asy como na dita sesta feira e asy ouve as ditas luminarias nas ditas torres da dita Cidade. No dito Sabbado veo o Abade de Valhadolid filho do almirante velho de Castella a visytar a Primceza com hum recado do Primcipe e trazia quinze emcavalgaduras e a gente toda de preto be? vestida ao qual o Duque de Bragança e Sua S. R. fizeram muita cortesia e jamtou com o Duque de Bragança e saimdo do poço dizem que lhe perguntou o Duque que lhe parecia da Primceza e elle lhe respomdeo que naõ tinha limguoa para poder dizer quam be? lhe parecia que era cousa feita por maõ do Senhor Deos.

No dito Sabbado correo gemte de cavalo a Badajoz e a Elvas a verem as casas dos Senhores de Portugal e de elvas alguns de Badajoz a verem as casas dos Senhores de Castela.

Ao Domingo que forma xxj dias de dito mês d’outubro esteve a dita Senhora na Cidade d’elvas e ouvio missa camtada na sala das casas omde pousava e a alvorada do dito Dominguo foi com trombetas e ao jantar com charamelas. E ao meo do jamtar chegou o Duque de Bragança e trazia comsiguo o Comde d’olivaes seu Tio Irmão do Duque de medina. Porque segundo dizem que o Duque de bregança se foj ver pela manhaã no dito dominguo há raja com o Duque de medina seu Tio sobre a deferemça que ahy avia porque queriam os Castelhanos que a emtrega da Primceza fosse alem da pomte da Raja à quem da ponte como sempre foi custume e asy ficaram os ditos Duques concertados que se fizesse como sempre foi custume e ordenamça. E este Comde d’olivaes trazia comsiguo diamte hum chocarreiro vestido de veludo amarelo com barras de veludo azul e laramjado e huã gujtarra na maõ.

(…) No sobredito Domingo duraram tambem todalas festas como no primeiro dia e ouve sete touros arezoados os quaes a Primceza esteve em huã varamda das casas domde pousava e ahy vinham ter alguns touros porque as casas estam em hum recamto acima da Praça e por tamto naõ podia mais ver senaõ quando os dito touros hiam ter ao dito recamto porque se corria na praça por naõ aver outro lugar para isso e no cabo da dita varamda lhe estavam tamjemdo os charamelas e ella tinha na cabeça huã crespina amarela que mais lhe naõ pude ver por estar de dentro da dita varamda.

(…) Tambem no dito Dominguo desque foi menhã ate a tarde vieram muitos Castelhanos rebuçados e castelhanas rebuçadas a pee pela Cidade com os seus chapeletes na cabeça e suas verdugas e suas sajas barradas com Castelhanos rebuçados diamte”.

 

Espanca, Túlio. ‘Viagem da Princesa D. Maria de Portugal em 1543, pela Província do Alentejo’. ‘A Cidade de Évora’, N. 48-50, 1965-67, p. 205-206).

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